sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
MundosSuperiores-Lição4
Após o Tzimtzum (restrição) o convidado quer doar ao Dono
da casa, e o faz recebendo o prazer que é brindado, com a intenção
que o Dono da casa desfrute dele.
O Partzuf Espiritual
Tal como foi dito, o primeiro passo da fase 4 é a recusa de a Luz
que chega a ela. De esta maneira ela expressa seu desejo de não
utilizar o desejo de receber, não recebendo a Luz tal como a recebia
antes do Tzimtzum. Após a recusa de a Luz, a fase 4 pode começar
a receber com a finalidade de doar, somente que a princípio ela
deve examinar-se a si mesma afim de medir quanta intenção tem de
assemelhar-se ao doador Criador.
No momento, a fase 4 entende que na medida que seu desejo seja
maior, assimpoderá doarmais, porisso, destenível adiante se costuma
ilustrar a fase 4 na forma de linha e não como círculo. Acima, no topo
da linha, se encontra o Criador; o atributo de doação. Na base da
linha se encontra o criado; ou seja, a qualidade de recepção. A fase
4 por si mesma divide seus desejos no grau Shóresh (Raiz), Álef (1),
Bet (2), Guimel (3) e Dálet (4). Desejos com os quais ela é capaz de
doar, estão localizados mais ao alto, próximos ao Criador e vice versa:
desejos com os que somente pode doar um pouco ou que
definitivamente não pode doar com eles ao Criador estão localizados
longe do Criador. O criado encontra seu lugar nos degraus da escada
que está entre sua natureza e a natureza do Criador, segundo sua
capacidade de assemelhar-se ao Criador, assim é como a fase 4 mede
a si mesma: segundo sua intenção de doar e assemelhar-se ao Criador,
ela vê a si mesma mais próxima a Ele, mais elevada (porque assim é
como ela estima o atributo de doação como elevado e sublime),
quanto mais afastada d’Ele, mais baixa e inferior.
A fase 4 sempre deve medir sua intenção, deve realizar Tzimtzum
afim de analisar exatamente se é capaz ou não de doar antes de
realizar o ato da recepção. Para isso, se forma nela um estado novo
que é chamado “Rosh” (Cabeça). Ressalta-se que o Rosh recusa toda
a Luz que chega em direção à fase 4 assim, estabelece o cálculo da Luz
(Ver Diagrama No
. 5).
A Luz que se estende do Criador em direção à fase 4 é chamada
“Or Yashar” (Luz direta); enquanto que a Luz que a fase 4 não quer
de forma direta, recusando-a, é chamada “Or Chozêr” (Luz que
retorna).
Por conseguinte, a fase4 recusa toda a Luz que chega a ela por
parte do Criador, após isto ela mede até quanto é capaz de receber, de forma que a recepção se considere doação. Ela realiza esta
revisão em relação aos Reshimô (reminiscências) que ficaram nela
após Tzimtzum: 4 de Hitlabshut (vestimenta) e 4 de Aviut
(espessura) (4/4). Aqueles Reshimô são os registros existentes nela
desde o estado no Mundo de Ein-Sóf (Infinito): as impressões do
prazer que havia nela são (Dálet de Hitlabshut), e as impressões do
desejo que havia nela (Dálet de Aviut). A fase 4 analisa a
possibilidade de doar em relação aos Reshimô 4/4. Ela sente que a
intenção de assemelhar-se ao doador será possível na fase Shóresh,
Álef (1), Bet (2) e Guimel (3) que estão nela, apenas na mesma fase
4 não poderá receber com a finalidade de doar, e por isso decide
receber a Luz somente em parte de seus desejos.
Diagrama No
. 5
Depois dos cálculos no Rosh, a fase 4 recebe a Luz em seus desejos
Shóresh, Alef, Bet, Guimel, e o desejo da mesma fase; ou seja Dálet,
permanece vazio. O local em que a fase 4 recebe o prazer é chamado “Toch” (Interior), enquanto que o lugar que não pode receber prazer
é chamado “Sóf” (Final). O Sóf da fase 4 em geral é chamado “Siúm
Raglin/Raglaim” (Terminação das pernas), ou abreviando: “Siúm”
(terminação). O Toch e o Sóf juntos são a soma de todos desejos que
se encontram nela chamados “Guf” (Corpo). O lugar em que a partir
de ele, termina Rosh e começa o Guf, o desejo, é chamado “Pê” (Boca);
o lugar em que cessa a recepção da Luz é chamado “Tabúr” (Umbigo).
A totalidade dos atos da fase 4, desde o Rosh até o Siúm é denominado
“Partzuf” (Ver Diagrama No
. 6)
Diagrama No
. 6
Continuando, quando aclararmos os estados da fase 4, em seu
caminho da semelhança absoluta com a qualidade de doação, veremos que alguns de seus estados são as raízes do corpo do
homem neste mundo. Destes estados é que se derivam os nomes
dos conceitos de “Partzuf”, “Pê”, Tabúr”, “Siúm Raglin”, e outros,
chamados segundo as partes do corpo material.
A linguagem dos Ramos
Explicaremos brevemente a linguagem da sabedoria da Cabalá, “a
linguagem dos ramos”. Os Cabalistas que descobrem o Mundo
Superior sentem forças; eles investigam o desejo e os tipos de
preenchimento que existem nele, entretanto não sabem como
denominar todas as impressões, os feitos e as relações entre os
estados que vão conhecendo, já que a impressão espiritual é uma
sensação descoberta, sem nenhum tipo de sinais exteriores. A
revelação espiritual é a revelação do desejo e o tipo de
preenchimento nele, e não existe nome para tais revelações. É por
isso que os Cabalistas utilizam nomes e apelativos que costumamos
dar aos resultados corporais dos estados espirituais em nosso
mundo.
Tudo que existe em nosso mundo, também existe no Mundo
Superior, mas com outra matéria, por isso quando a pessoa alcança
o Mundo Superior, o investiga e quer nomear o estado ou a ação, o
chamando com o nome do estado corporal do qual deriva. Cada
estado corporal tem um nome, e é possível utilizar os nomes
corporais para descrever os estados, as ações, os fenômenos e as
conexões espirituais.
Devemos saber, que o cabalista alcança o mundo espiritual
através deste mundo, e de seu ponto de vista, os dos mundos se
vestem um no outro. Este mundo é considerado a seus olhos
como um diagrama transparente com números e nomes, postos
sobre o diagrama do Mundo Superior. Estes diagramas se
revelam aos olhos dos Cabalistas exatamente como se estivessem
vestidos um no outro, somente que os detalhes em cada mundo
são sentidos por ele de forma diferente. Através do diagrama
transparente com os números e nomes que o cabalista conhece
deste mundo, ele ve e sente os fenômenos no mundo espiritual.
Se quiséssemos ser mais precisos diríamos que a partir dos
fenômenos que são vistos no diagrama transparente
deste mundo, o cabalista discerne as raízes que determinam os
acontecimentos neste mundo. “A linguagem dos ramos” é uma
linguagem que tem a possibilidade de denominar cada termo
espiritual com nomes reconhecidos por nós neste mundo. A
maioria certamente estão baseados em um vocabulário que é
familiar para nós, mas ao igual que qualquer outra linguagem
científica, também na linguagem dos ramos há termos
profissionais tal como os nomes das Sefirot, os mundos e ações
especiais que existem apenas na espiritualidade. A sabedoria da
Cabalá utiliza a linguagem dos ramos assim como cada uma das
outras ciências utilizam sua linguagem única.
A Ação do Partzuf
Voltando à descrição dos estados do desenvolvimento
do criado. Aprendemos que Malchut de Ein Sóf (Fase Dálet) se
restringiu e decidiu receber na medida em que ela possa doar.
Além disso aprendemos que de todas maneiras as ações de
Malchut que vão do “Rosh” (cabeça) até o “Siúm Raglin”
(terminação das pernas) são chamados “Partzuf”. Este Partzuf
inclui tanto ao “Rosh” como ao “Guf” (corpo). O Guf se divide
em “Toch” (interior) e “Sóf” (final), enquanto que Toch se
estende do “Pê” (boca) até o “Tabúr” (umbigo), e o “Sóf” –do
Tabúr até Siúm Raglaim (Ver Diagrama No
. 6).
A Luz que se estende em direção ao Partzuf e se detém em Pê
é chamada “Or Yashar” (Luz direta). O Partzuf recusa toda a Luz
direta, denominando a Luz recusada de “Or Chozêr” (Luz que
retorna). Depois da recusa de a Luz, o Partzuf calcula quanto é
capaz de receber com a finalidade de doar, sendo que a medida
da possibilidade do Partzuf para doar é chamada também de “Or
Chozêr”.
Depois do cálculo feito no Rosh do Partzuf, o Partzuf recebe
o prazer que se veste na Luz que retorna, com a intenção de doar. Estas duas luzes, Or Yashar (Luz direta) vestida em Or Chozêr
(Luz que retorna), juntas são chamadas “Or Pnimi” (Luz
interior). Esta Luz se expande no “Toch” do Partzuf. A parte do
Partzuf que não tem a possibilidade de receber a Luz com a
intenção de doar; ou seja, a fase Dálet, é chamada “Sóf
HaPartzuf” (Final do Partzuf). Esta parte do Partzuf fica vazia.
Para dar um exemplo, vamos supor que o Partzuf calculou que
tinha a possibilidade de receber com a finalidade de doar dez por
cento da Or Yashar que se estende em direção a ele.
Consequentemente a decisão recebida no Rosh do Partzuf,
recebeu a Luz que se desprende até o Tabúr. Os 80% de Or
Yashar que chegaram permanecem fora do Partzuf (Ver
Diagrama No 7). A Luz que fica por fora do Partzuf é chamada “Or
Makif” (Luz circundante). Seu nome faz referência a
impossibilidade de ingressar no Toch do Partzuf. O Partzuf a
capta, a separa e a recusa.
A ação do Partzuf é uma ação complexa. Tem mais que a Luz
que havia sido atraída em direção do Partzuf e ilumina nele. Na
Luz recusada, que se chama “Or Makif” (Luz circundante), se
encontra a relação do criado, que entende que os 80% desta Luz se
encontram opostos a sua fase 4, que não pode preencher. Dentro
da Luz circundante se inclui o trabalho, o esforço e a recusa do
criado. Isto se deve ao fato que a Luz circundante é o resultado
da recusa do Massach (Tela); ou seja, a Luz que foi recusada pelo
criado que entende os grandes prazeres existentes na Luz que ele
recusa, sentindo-os e decidindo que não é capaz de recebe-los.
Aqueles prazeres são grandes demais para serem recebidos com
o propósito de doar.
Neste ponto é importante indicar, que a fase 4 que se encontra
no Sóf do Partzuf não permanece vazia de forma absoluta como
resultado da recusa de a Luz. A fase4 recusa a Luz motivada por
seu desejo de assemelhar-se ao Criador, de modo que este é sua
ação de doação. Ela não é capaz de receber com a intenção de
assemelhar-se ao Criador, entretanto na recusa da Luz, ela
expressa sua capacidade máxima de estar em doação.
O vazio da fase 4 no Partzuf não se assemelha ao vazio de
Malchut de Ein Sóf restringida. Malchut de Ein Sóf somente se
desfez de todo o preenchimento, e a fase 4, ao contrário, fica vazia
devido ao seu desejo de assemelhar-se ao Criador. Por isso, a
fase 4 sente dentro de si um preenchimento denominado “Or
Chassadim” (Luz da Misericórdia), cujo estado se parece um
pouco com a fase 2 após recusar a Luz que preenchia a fase 1. Da
mesma forma na fase 2 foi sentido o prazer de certa semelhança
com o Criador; ou seja, o prazer do desejo de ser como o doador. Não obstante, ela ainda não doa, praticamente, mas todavia quer
doar.
A satisfação sentida como resultado do desejo de assemelhar-se
ao Criador é chamada “Or Chassadim” que se estende até o final
do Partzuf, do Tabúr até o Siúm (Ver Diagrama No 7). Or
Chassadim se estende como resultado da ação de recusa, dentro
do desejo, por estar aderido à ação de doação apesar da
impossibilidade de receber com o propósito de doar. A Luz
interior é a que se estende até o Tabúr do Partzuf chamada “Luz
de Chochmá”. Ao dizer que o Sóf do Partzuf permanece vazio,
significa que se está vazio da Luz de Chochmá.
Quando o Partzuf ou o criado realizam alguma ação, essa ação
se executa sempre em sua fase 4, não na fase 1, 2, o 3, nem nas
três juntas, já que é impossível realizar ação alguma que não
esteja dentro do desejo. Disto surge a pergunta: como pode ser
possível que desde o Pê até o Tabúr o criado atue nas três fases
precedentes a mesma fase 4 e não nela mesma? (Ver Diagrama No
7).
A resposta é que também desde o Pê até o Tabúr o criado atua
na fase 4, somente que o faz na medida que pode trabalhar com as
fases precedentes a ela. Também debaixo do Tabúr, o trabalho se
finaliza com a fase 4, não obstante, a diferencia do que ocorre
sobre o Tabúr, o criado trabalha não somente com a fase de
Shóresh, 1, 2 e 3, sino também com a mesma 4.
Assim, o trabalho sempre é na fase 4. No “Toch” do Partzuf, a
fase 4 está incluída nas fases Shóresh, Álef, Bet e Guimel, nas
fases da doação do Criador, restringindo-se a si mesma. Ela não
trabalha com seu grande desejo, mas somente apoiando as fases
que a precedem. O trabalho da fase 4 no “Toch” do Partzuf é
chamado “Inclusão da fase 4 nas três fases precedentes”. Não
obstante, no “Sóf” do Partzuf, a fase 4 trabalha também com as
fases precedentes e também com sua mesma fase; por esta razão
no Sóf do Partzuf ela não é capaz de receber. Em cada uma das
partes do Partzuf (Rosh, Toch, Sóf) existem dez Sefirot, e o
cálculo sempre se faz sobre o desejo, sobre a décima Sefirá; ou
seja, sobre a última fase que sente o desejo como próprio. Ela
sente que decide e que é independente. Entretanto, somente a
última Sefirá sente a si mesma como criado.
Diagrama No. 7
O “Partzuf” é aquela Malchut de Ein-Sóf com todos seus desejos. O cálculo é até quanto ela é capaz de trabalhar com os desejos que
se encontram nela com a intenção de doar chamada “Rosh”. A
medida em que ela é capaz de receber com a finalidade de doar em
todos os desejos que se encontram nela, é chamada “Toch”;
enquanto que os desejos restantes que não podem receber com o
fim de doar e que se incorporam à ação de doação em forma passiva
por meio do Tzimtzum, são chamados “Sóf”.
É assim a estrutura, produto das trinta Sefirot compostas de RoshToch-Sóf,
é denominada “Partzuf”. Não poderia ser de outra
maneira, pois quando se aceite a decisão de receber com a
finalidade de doar em 100% com toda a capacidade do Kli, se
anulará o “Sóf” do Partzuf e toda a Luz será recebida no “Toch” (Ver
Diagrama No 8). Este estado se denomina “Gmar Tikun” (Final
da correção), onde Malchut de Ein Sóf será preenchida tal como
aconteceu antes do Tzimtzum, somente sua recepção será com a
finalidade de doar. No final da correção, Malchut de Ein Sóf será
complementada por “Rosh”, a intenção com o propósito de doar, então ela receberá toda a Luz com este propósito dentro do Partzuf;
ou seja, ela será toda como “Toch”.
Diagrama No. 8
O Massach (Tela)
Após do Tzimtzum Álef (primeira restrição), a fase 4 decidiu
recusar a Luz, e depois da recusa da Luz, ela revisa até quanto pode
receber com a finalidade de doar, recebendo na mesma medida. Após
a recepção na fase 4 fica uma parte vazia, aquela que não está
capacitada para receber com a finalidade de doar. É nesta parte, que ela
recusa a Luz, através do “Massach”. O Guf do Partzuf em sua totalidade
é, em realidade, “desejo”. O desejo se manifesta por meio da atração da
Luz - prazer para si mesmo, pois o desejo é atraído em direção ao
prazer, sendo este o lugar do Massach: o Massach se coloca entre o
prazer e o desejo detendo o prazer. Este não permite que o prazer se
estenda dentro do desejo de forma direta assim como era antes do
Tzimtzum.
Quando a Luz direta chega ao Partzuf, o Massach a recusa e analisa
até quanto pode receber com a finalidade de doar, a capacidade do
Partzuf para receber com a finalidade de doar se denomina “Or
Chozêr” (Luz que retorna). O Partzuf veste a Luz direta com a Luz
que retorna, e a Luz se estende em seu interior como Luz interna. Para
dar um exemplo, suponhamos que o Partzuf tem a capacidade de
receber o 20% da Luz que vem com a intenção de doar. Após a
análise e a decisão, 20% da Luz direta, vestido na Luz que retorna
dentro do Partzuf a nível da Luz interior, desde o Pê até o Tabúr,
se expande. 80% de Luz direta que foi recusado permanece fora do
Partzuf e se denomina “Or Makif” (Luz Circundante) (Ver Diagrama
No 9).
A Luz interior se estende gradualmente dentro das dez Sefirot que
se encontram no “Toch” do Partzuf(como mencionado anteriormente,
as dez Sefirot podem ser contadas como cinco, dependendo do
assunto tratado). As Luzes que se estendem dentro do Partzuf são
chamadas “Néfesh”, “Ruach”, “Neshamá”, “Chaiá”, “Yechidá”,
(NaRaNChaY). O Partzuf se enche com as Luzes até certo limite
chamado “Tabúr”. O Tabúr sabe que não tem a possibilidade de receber
mais que isto. Após o Partzuf se preencher com as cinco Luzes de
NaRaNChaY até o Tabúr, a Luz circundante fica fora do Partzuf
pressionando o limite onde se encontra o Tabúr. A Luz pressiona sobre
o Tabúr pois o Criador deseja que o criado receba o prazer Sem
nenhuma restrição; já que o motivo do Plano da Criação é fazer o bem
a Seusseres criados, preenchendo assim a fase 4 comprazeresde forma
direta.
Se o objetivo do Plano da Criação é preencher a fase 4 de prazer em
forma direta, a resposta do criado com relação ao Plano da Criação é o
resultado da doação indireta; ou seja, “por traz das telas”, o Criador
permite ao criado sentir qual é o significado de ser quem doa,
enquanto que o criado, como resposta, começa a desejar assemelhar- se a Ele. Com isto, devido a Luz que quer encher o Kli
de formadireta, a Luz circundanteque foirecusadadoPartzuf pressiona
sobre ele querendo ingressar em seu interior(Ver Diagrama No 9).
O Partzuf não pode resistir à pressão da Luz Circundante. Ele é
capaz de enfrentar a Luz direta que se encontra no Rosh do Partzuf
decidindo receber certa porcentagem da Luz com a intenção de doar
e a recebe como Luz interior. Também pode enfrentar a Luz interna
do Partzuf. Mas não tem a capacidade de tolerar a pressão exercida
sobre ele pela Luz direta.
Para explicar asrazões disso voltemos à parábola do Dono da casa
e do convidado. O convidado se senta em frente ao dono da casa e
se recusa a comer, enquanto que o dono da casa o pressiona
implorando que o honre, é assim que todo seu desconforto não foi a
não ser para o anfitrião.
Suponhamos que o Dono da casa confere ao anfitrião cinco
porções; ou seja, em correspondência as cinco Luzes de
NaRaNChaY que se vestem em cinco Kelim (vasos): Kéter, Chochmá, Biná, Zeir Anpin e Malchut. O convidado teria querido
receber do Anfitrião todas as Luzes para preencher seu Kli, sendo
isto uma ação esperada.
Mas além das Luzes ele também sente a essência do Dono da casa,
ou seja ao Doador, e sente vergonha. Ele se sente a si mesmo como
quem recebe e ao Dono da casa como o que dá, sendo incapaz de
resistir a diferença. Portanto restringe a si mesmo e coloca um
Massach (tela) sobre seu Kli de recepção (Ver Diagrama No 10).
O convidado decide não receber nada, Entretanto o Dono da casa
insiste. Ele continua insistindo que o convidado receba, e como
resultado disto se descobre uma carência no Dono de casa; ou
seja que Ele Sófre porque o convidado não desfruta. A revelação
da carência do Dono de casa provoca que o convidado se sinta
maior, já que neste momento é ele, supostamente, quem domina
ao Dono da casa determinando Seu estado. Assim que o
convidado sente que o Dono da casa Sófre e Seu Sófrimento Lhe
produz dor; o que é denominado como “O Sófrimento da
Shechiná (Divindade)”; o convidado pode começar a receber. Este
recebe o prazer somente com a finalidade de beneficiar o Dono de
casa e agradá-lo. (Diagrama No 10)
Entretanto o Kli calcula a medida em que que pode receber com
a finalidade de doar. Ele recebe; por exemplo: um 20% da Luz e os
80% restantes são recusados, preenchendo-se parcialmente com o
20% de cada um dos desejos: Kéter, Chochmá, Biná, Zeir Anpin e
Malchut, assemelhando-se ao Dono da Casa em 20%. A recepção
do prazer debilita os desejos, já que agora cada um deles sabe qual
é seu próprio prazer e o da doação do Anfitrião. Eles conhecem
aqueles grandes prazeres que se revelam dentro do desejo de receber.
Depois da recepção do prazer, os 80% da Luz circundante
continuam pressionando sobre o “Tabúr” (Ver Diagrama No 9). Não
obstante a Luz circundante somente constitui 80% da Luz direta
que chega ao Partzuf, mas para o Kli é muito difícil de suportar. A
Luz direta constata a falta de capacidade do Kli de executar o Plano da
Criação e a dor do Anfitrião. Então desperta no criado para que sinta
como é bom receber o prazer dentro do Kli impulsionando-o para
que continue recebendo.
Assim, depois da recepção de uma parte da Luz que vai até o
Tabúr, o Kli se encontra em uma dúvida difícil, já que sobre ele recai
a decisão de continuar recebendo ou não. O Kli sente que não tem
a capacidade de continuar recebendo, já que se fosse receber mais,
abaixo do Tabúr, seria uma recepção com a intenção de receber e
assim ele não poderia estar de acordo, pois não é capaz de infringir
a lei do Tzimtzum Álef (primeira restrição)
de não receber prazer para si de nenhuma maneira. Sendo assim, tudo
que se pode fazer é sair de seu estado atual, para expulsar dele todas
as Luzes tal como o Tzimtzum Álef.
Consequentemente o Kli separa todas as Luzes de NaRaNChaY,
já que o preencheram desde o Pê até o Tabúr, permanecendo vazio. É
assim ele volta a seu estado anterior, previamente a ação de recepção. Neste estado tem Rosh e todo o Guf do Partzuf está vazio.
Ta’amim e Nekudot
As Luzes ingressam dentro do Partzuf uma a uma, e da mesma
maneira se vão. As Luzes que preenchem o interior do Partzuf, desde
o Pê até o Tabúr, se chamam “Ta’amim” (sabores), enquanto que
as Luzes que saem do Guf do Partzuf são chamadas “Nekudot”
(pontos) (Ver Diagrama No 11). Estas Luzes são chamadas assim
porque ao sair do Guf descobrem a escuridão, “o ponto negro”.
Cada Luz que esteve no interior do Partzuf e não está mais, deixa atrás de si uma impressão. A impressão da Luz de Ta’amim é
chamada “Taguín” (Coroas), e a impressão da Luz de Nekudot é
chamada “Otiot” (Letras). Estas impressões são novas carências que
são sentidas no Guf somadas à sua carência geral.
No Guf existe um desejo geral que nunca desaparece e as
impressões da Luz que se retiraram são percebidas nele como uma
adição de carência que vem da sensação, pois antes teve prazer - teve
a possibilidade de ser o doador - e agora não é capaz de ser.
Assim, além da Luz direta, da Luz que retorna, da Luz interna
e da Luz circundante, discernimos a existência da Luz de
“Ta’amim” e a Luz de “Nekudot”. A Luz que se estende e que é
recebida no interior do Guf se a chama “Ta’amim”; enquanto
que a Luz que sai do Guf, dentro da restrição, se a chama “Nekudot”.
Outro conceito que devemos conhecer neste contexto é “Zivug
de Haka'á” (Acoplamento por Golpe), que é a ação que foi
realizada no Pê de Rosh do Partzuf. O Massach que se localiza no
Pê é onde se produz o “golpe” na Luz. O Massach não quer receber
a Luz e a devolve para sua parte posterior, somente depois é que
calcula em que medida pode receber a Luz; ou seja, o Massach golpeia
na Luz e a recusa e apesar disto, leva a cabo entre eles um “Zivug”
(acoplamento), tendo como resultado a seguinte relação: a Luz
direta se veste dentro da Luz que retorna, e estas são recebidas no
interior do Partzuf. O termo “Zivug de Haka'á” consequentemente
indica a união e a relação que se produz por meio do golpe.
Diagrama No 11
O Bitush (Impacto) e a Purificação do Massach
O encontro da Luz circundante com o Tabúr do Partzuf se
chama “Bitush Pnim uMakif” (impacto frontal e circundante). Estas
dos Luzes, interna e circundante, pressionam sobre o Tabúr querendo
continuar a se estender ao Sóf do Partzuf. Para esclarecer o assunto
do “Bitush” ampliaremos um pouco o tema da recepção da Luz
dentro do Partzuf.
A Luz direta chega ao Partzuf (Ver Diagrama No 12, etapa 1) e é
recusada pelo Massach (etapa 2). Após da expulsão da Luz, o
Massach realiza um cálculo (etapa 3), e a Luz começa a expandir-se
gradualmente dentro do Partzuf. De fato, o Partzuf tem dois tipos
de Massachim (telas).
Diagrama No 12
1.O Massach s no Pê que recusa a Luz Sem cessar (etapa 4). Este
Massach cuida que o Tzimtzum Álef no receba com a intenção de
receber.
2.O Massach que recebe a Luz com a finalidade de doar. Este
Massach começa a descender gradualmente do Pê em direção
para baixo. No princípio desce à fase de Shóresh ao interior do
Partzuf, que é a Sefirá de Kéter. Daí desce até a fase 1; ou seja,
a Sefirá de Chochmá; dali continua descendo até a fase 2; o seja,
a Sefirá de Biná; e dali até a fase 3 que é a Sefirá de Zeir Anpin;
e de ZA o Massach desce em direção à fase 4 do Toch do Partzuf,
em direção a Malchut até o Tabúr, e ali se detém (etapa 5).
Quando o Massach desce do Pê até o Tabúr todas as Sefirot
do Toch do Partzuf se preenchem com as Luzes de
NaRaNChaY. A soma de todas as Luzes que preenchem o
Toch do Partzuf é praticamente Luz interior, os T’, a impressão
da recepção.
Após o Massach se deter no Tabúr, a Luz circundante chega para
pressionar sobre ele no que chamamos “Bitush Panim u Makif”.
Esse Bitush (impacto) faz que o Massach fique no Tabúr “para
purificar-se”, e da mesma forma gradual em que recebeu as Luzes,
assim começa a expulsá-las. Primeiro abandona a Luz da fase 4,
depois a da fase 3, e assim sucessivamente, até a fase Shóresh (Ver
Diagrama No 13). O Massach sobe novamente ao Pê e “expulsa”
a toda a Luz do Partzuf. As Luzes que saem do Guf são chamadas “Nekudot” (pontos).
Depois da purificação do Massach e sua ascensão de Tabúr a Pê, se
unem os dois Massachim (telas), o que recusa e o que recebe, juntos
no Pê de Rosh. O primeiroMassach é o que se encontra no Pê de Rosh
e evita que o Gufreceba a Luz com a finalidade de receber. O segundo
Massach é o que calcula e possibilita a recepção da Luz com a
finalidade de doar.
Antes da purificação do Massach o Kli estava no estado quatro de
Hitlabshut (vestimenta) e quatro de Aviut (Espessura). A intenção
do Massach era trabalhar com as quatro fases de Aviut do Kli com
a finalidade de receber quanto mais possível com o propósito de doar.
Agora,
com seu regresso ao Pê de Rosh, o Massach já pensa diferente;
sentindo que novamente é incapaz de trabalhar com a fase 4
decidindo trabalhar com uma fase diferente, menor que essa. No
lugar do Reshimô quatro de Hitlabshut e quatro de Aviut, com que
trabalhou antes, se descobriu o Reshimô quatro de Hitlabshut e
três de Aviut (Ver Diagrama No 13).
Diagrama No 13
Tal como se disse anteriormente, existem duas impressões no Kli:
a impressão da Luz; e a impressão do Kli; ou seja, o “Reshimô de
Hitlabshut” e o “Reshimô de Aviut” correspondentemente. Depois da
purificação do Massach e sua ascensão ao Pê de Rosh, sobrou uma
lembrança da Luz que esteve no Kli em estado prévio. Esta
lembrança é o Reshimô da Luz, o qual permanece Sem mudança – quatro de Hitlabshut. Em contraste com isto, o Reshimô do Kli
diminuiu. O Kli sente que não pode ficar em seu estado precedente
porque o faz trabalhar em um nível menor, no grau três de Aviut.
Se Malchut de Ein Sóf, situada abaixo da fase Shóresh, Álef, Bet e
Guimel, no início quis trabalhar com toda sua Aviut para receber
tudo o que chega a ela, agora teria que trabalhar em um nível de
Aviut menor, no grau três de Aviut. A Aviut, o desejo de Malchut de
Ein Sóf, é o resultado das fases anteriores a ela: Guimel, Bet, Álef,
Shóresh. Portanto agora, após a purificação da fase 4, do uso da
maior parte da Aviut que se encontra nela, Malchut de Ein Sóf
decide trabalhar com a fase 3 o que significa, que a impressão da
fase 4 das três fases precedentes a ela, da Luz, é agora como a fase 3
em contraste com a 4.
Com isto, o primeiro Partzuf finalizou seu trabalho. Este recebeu
com a finalidade de doar em tudo o que foi possível, se purificou e
regressou a seu estado anterior com os Reshimô 4/3, antes de sua
expansão.
Cinco Partzufim no Mundo de Adam Kadmon
Até agora temos aprendido sobre o primeiro Partzuf que saiu após
o Olam HaTzimtzum (mundo da restrição). O total das ações no
Partzuf com os Reshimô 4/4 - o ingresso das Luzes no Partzuf, a
partida e a purificação do Partzuf nos Reshimô 4/3, se chamam
Partzuf “Galgalta”.
A palavra “Galgalta” se deriva da palavra Gulgolet (crâneo). Este
nome faz alusão a que este é o Partzuf de Kéter, o Partzuf mais alto.
Galgalta é a medida da primeira porção de Luz, a ação da primeira
doação que Malchut de Ein Sóf fez após o Tzimtzum Álef a partir da
decisão de assemelhar-se ao Criador
Malchut de Ein Sóf pode trabalhar com cada uma de suas fases:
Dálet, Guimel, Bet, Álef e Shóresh. Nela existem cinco Reshimô e,
ao trabalhar com cada um deles, saem cinco Partzufim. No
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