sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

MundosSuperiores-Lição4

Após o Tzimtzum (restrição) o convidado quer doar ao Dono da casa, e o faz recebendo o prazer que é brindado, com a intenção que o Dono da casa desfrute dele. O Partzuf Espiritual Tal como foi dito, o primeiro passo da fase 4 é a recusa de a Luz que chega a ela. De esta maneira ela expressa seu desejo de não utilizar o desejo de receber, não recebendo a Luz tal como a recebia antes do Tzimtzum. Após a recusa de a Luz, a fase 4 pode começar a receber com a finalidade de doar, somente que a princípio ela deve examinar-se a si mesma afim de medir quanta intenção tem de assemelhar-se ao doador Criador. No momento, a fase 4 entende que na medida que seu desejo seja maior, assimpoderá doarmais, porisso, destenível adiante se costuma ilustrar a fase 4 na forma de linha e não como círculo. Acima, no topo da linha, se encontra o Criador; o atributo de doação. Na base da linha se encontra o criado; ou seja, a qualidade de recepção. A fase 4 por si mesma divide seus desejos no grau Shóresh (Raiz), Álef (1), Bet (2), Guimel (3) e Dálet (4). Desejos com os quais ela é capaz de doar, estão localizados mais ao alto, próximos ao Criador e vice versa: desejos com os que somente pode doar um pouco ou que definitivamente não pode doar com eles ao Criador estão localizados longe do Criador. O criado encontra seu lugar nos degraus da escada que está entre sua natureza e a natureza do Criador, segundo sua capacidade de assemelhar-se ao Criador, assim é como a fase 4 mede a si mesma: segundo sua intenção de doar e assemelhar-se ao Criador, ela vê a si mesma mais próxima a Ele, mais elevada (porque assim é como ela estima o atributo de doação como elevado e sublime), quanto mais afastada d’Ele, mais baixa e inferior. A fase 4 sempre deve medir sua intenção, deve realizar Tzimtzum afim de analisar exatamente se é capaz ou não de doar antes de realizar o ato da recepção. Para isso, se forma nela um estado novo que é chamado “Rosh” (Cabeça). Ressalta-se que o Rosh recusa toda a Luz que chega em direção à fase 4 assim, estabelece o cálculo da Luz (Ver Diagrama No . 5). A Luz que se estende do Criador em direção à fase 4 é chamada “Or Yashar” (Luz direta); enquanto que a Luz que a fase 4 não quer de forma direta, recusando-a, é chamada “Or Chozêr” (Luz que retorna). Por conseguinte, a fase4 recusa toda a Luz que chega a ela por parte do Criador, após isto ela mede até quanto é capaz de receber, de forma que a recepção se considere doação. Ela realiza esta revisão em relação aos Reshimô (reminiscências) que ficaram nela após Tzimtzum: 4 de Hitlabshut (vestimenta) e 4 de Aviut (espessura) (4/4). Aqueles Reshimô são os registros existentes nela desde o estado no Mundo de Ein-Sóf (Infinito): as impressões do prazer que havia nela são (Dálet de Hitlabshut), e as impressões do desejo que havia nela (Dálet de Aviut). A fase 4 analisa a possibilidade de doar em relação aos Reshimô 4/4. Ela sente que a intenção de assemelhar-se ao doador será possível na fase Shóresh, Álef (1), Bet (2) e Guimel (3) que estão nela, apenas na mesma fase 4 não poderá receber com a finalidade de doar, e por isso decide receber a Luz somente em parte de seus desejos. Diagrama No . 5 Depois dos cálculos no Rosh, a fase 4 recebe a Luz em seus desejos Shóresh, Alef, Bet, Guimel, e o desejo da mesma fase; ou seja Dálet, permanece vazio. O local em que a fase 4 recebe o prazer é chamado “Toch” (Interior), enquanto que o lugar que não pode receber prazer é chamado “Sóf” (Final). O Sóf da fase 4 em geral é chamado “Siúm Raglin/Raglaim” (Terminação das pernas), ou abreviando: “Siúm” (terminação). O Toch e o Sóf juntos são a soma de todos desejos que se encontram nela chamados “Guf” (Corpo). O lugar em que a partir de ele, termina Rosh e começa o Guf, o desejo, é chamado “Pê” (Boca); o lugar em que cessa a recepção da Luz é chamado “Tabúr” (Umbigo). A totalidade dos atos da fase 4, desde o Rosh até o Siúm é denominado “Partzuf” (Ver Diagrama No . 6) Diagrama No . 6 Continuando, quando aclararmos os estados da fase 4, em seu caminho da semelhança absoluta com a qualidade de doação, veremos que alguns de seus estados são as raízes do corpo do homem neste mundo. Destes estados é que se derivam os nomes dos conceitos de “Partzuf”, “Pê”, Tabúr”, “Siúm Raglin”, e outros, chamados segundo as partes do corpo material. A linguagem dos Ramos Explicaremos brevemente a linguagem da sabedoria da Cabalá, “a linguagem dos ramos”. Os Cabalistas que descobrem o Mundo Superior sentem forças; eles investigam o desejo e os tipos de preenchimento que existem nele, entretanto não sabem como denominar todas as impressões, os feitos e as relações entre os estados que vão conhecendo, já que a impressão espiritual é uma sensação descoberta, sem nenhum tipo de sinais exteriores. A revelação espiritual é a revelação do desejo e o tipo de preenchimento nele, e não existe nome para tais revelações. É por isso que os Cabalistas utilizam nomes e apelativos que costumamos dar aos resultados corporais dos estados espirituais em nosso mundo. Tudo que existe em nosso mundo, também existe no Mundo Superior, mas com outra matéria, por isso quando a pessoa alcança o Mundo Superior, o investiga e quer nomear o estado ou a ação, o chamando com o nome do estado corporal do qual deriva. Cada estado corporal tem um nome, e é possível utilizar os nomes corporais para descrever os estados, as ações, os fenômenos e as conexões espirituais. Devemos saber, que o cabalista alcança o mundo espiritual através deste mundo, e de seu ponto de vista, os dos mundos se vestem um no outro. Este mundo é considerado a seus olhos como um diagrama transparente com números e nomes, postos sobre o diagrama do Mundo Superior. Estes diagramas se revelam aos olhos dos Cabalistas exatamente como se estivessem vestidos um no outro, somente que os detalhes em cada mundo são sentidos por ele de forma diferente. Através do diagrama transparente com os números e nomes que o cabalista conhece deste mundo, ele ve e sente os fenômenos no mundo espiritual. Se quiséssemos ser mais precisos diríamos que a partir dos fenômenos que são vistos no diagrama transparente deste mundo, o cabalista discerne as raízes que determinam os acontecimentos neste mundo. “A linguagem dos ramos” é uma linguagem que tem a possibilidade de denominar cada termo espiritual com nomes reconhecidos por nós neste mundo. A maioria certamente estão baseados em um vocabulário que é familiar para nós, mas ao igual que qualquer outra linguagem científica, também na linguagem dos ramos há termos profissionais tal como os nomes das Sefirot, os mundos e ações especiais que existem apenas na espiritualidade. A sabedoria da Cabalá utiliza a linguagem dos ramos assim como cada uma das outras ciências utilizam sua linguagem única. A Ação do Partzuf Voltando à descrição dos estados do desenvolvimento do criado. Aprendemos que Malchut de Ein Sóf (Fase Dálet) se restringiu e decidiu receber na medida em que ela possa doar. Além disso aprendemos que de todas maneiras as ações de Malchut que vão do “Rosh” (cabeça) até o “Siúm Raglin” (terminação das pernas) são chamados “Partzuf”. Este Partzuf inclui tanto ao “Rosh” como ao “Guf” (corpo). O Guf se divide em “Toch” (interior) e “Sóf” (final), enquanto que Toch se estende do “Pê” (boca) até o “Tabúr” (umbigo), e o “Sóf” –do Tabúr até Siúm Raglaim (Ver Diagrama No . 6). A Luz que se estende em direção ao Partzuf e se detém em Pê é chamada “Or Yashar” (Luz direta). O Partzuf recusa toda a Luz direta, denominando a Luz recusada de “Or Chozêr” (Luz que retorna). Depois da recusa de a Luz, o Partzuf calcula quanto é capaz de receber com a finalidade de doar, sendo que a medida da possibilidade do Partzuf para doar é chamada também de “Or Chozêr”. Depois do cálculo feito no Rosh do Partzuf, o Partzuf recebe o prazer que se veste na Luz que retorna, com a intenção de doar. Estas duas luzes, Or Yashar (Luz direta) vestida em Or Chozêr (Luz que retorna), juntas são chamadas “Or Pnimi” (Luz interior). Esta Luz se expande no “Toch” do Partzuf. A parte do Partzuf que não tem a possibilidade de receber a Luz com a intenção de doar; ou seja, a fase Dálet, é chamada “Sóf HaPartzuf” (Final do Partzuf). Esta parte do Partzuf fica vazia. Para dar um exemplo, vamos supor que o Partzuf calculou que tinha a possibilidade de receber com a finalidade de doar dez por cento da Or Yashar que se estende em direção a ele. Consequentemente a decisão recebida no Rosh do Partzuf, recebeu a Luz que se desprende até o Tabúr. Os 80% de Or Yashar que chegaram permanecem fora do Partzuf (Ver Diagrama No 7). A Luz que fica por fora do Partzuf é chamada “Or Makif” (Luz circundante). Seu nome faz referência a impossibilidade de ingressar no Toch do Partzuf. O Partzuf a capta, a separa e a recusa. A ação do Partzuf é uma ação complexa. Tem mais que a Luz que havia sido atraída em direção do Partzuf e ilumina nele. Na Luz recusada, que se chama “Or Makif” (Luz circundante), se encontra a relação do criado, que entende que os 80% desta Luz se encontram opostos a sua fase 4, que não pode preencher. Dentro da Luz circundante se inclui o trabalho, o esforço e a recusa do criado. Isto se deve ao fato que a Luz circundante é o resultado da recusa do Massach (Tela); ou seja, a Luz que foi recusada pelo criado que entende os grandes prazeres existentes na Luz que ele recusa, sentindo-os e decidindo que não é capaz de recebe-los. Aqueles prazeres são grandes demais para serem recebidos com o propósito de doar. Neste ponto é importante indicar, que a fase 4 que se encontra no Sóf do Partzuf não permanece vazia de forma absoluta como resultado da recusa de a Luz. A fase4 recusa a Luz motivada por seu desejo de assemelhar-se ao Criador, de modo que este é sua ação de doação. Ela não é capaz de receber com a intenção de assemelhar-se ao Criador, entretanto na recusa da Luz, ela expressa sua capacidade máxima de estar em doação. O vazio da fase 4 no Partzuf não se assemelha ao vazio de Malchut de Ein Sóf restringida. Malchut de Ein Sóf somente se desfez de todo o preenchimento, e a fase 4, ao contrário, fica vazia devido ao seu desejo de assemelhar-se ao Criador. Por isso, a fase 4 sente dentro de si um preenchimento denominado “Or Chassadim” (Luz da Misericórdia), cujo estado se parece um pouco com a fase 2 após recusar a Luz que preenchia a fase 1. Da mesma forma na fase 2 foi sentido o prazer de certa semelhança com o Criador; ou seja, o prazer do desejo de ser como o doador. Não obstante, ela ainda não doa, praticamente, mas todavia quer doar. A satisfação sentida como resultado do desejo de assemelhar-se ao Criador é chamada “Or Chassadim” que se estende até o final do Partzuf, do Tabúr até o Siúm (Ver Diagrama No 7). Or Chassadim se estende como resultado da ação de recusa, dentro do desejo, por estar aderido à ação de doação apesar da impossibilidade de receber com o propósito de doar. A Luz interior é a que se estende até o Tabúr do Partzuf chamada “Luz de Chochmá”. Ao dizer que o Sóf do Partzuf permanece vazio, significa que se está vazio da Luz de Chochmá. Quando o Partzuf ou o criado realizam alguma ação, essa ação se executa sempre em sua fase 4, não na fase 1, 2, o 3, nem nas três juntas, já que é impossível realizar ação alguma que não esteja dentro do desejo. Disto surge a pergunta: como pode ser possível que desde o Pê até o Tabúr o criado atue nas três fases precedentes a mesma fase 4 e não nela mesma? (Ver Diagrama No 7). A resposta é que também desde o Pê até o Tabúr o criado atua na fase 4, somente que o faz na medida que pode trabalhar com as fases precedentes a ela. Também debaixo do Tabúr, o trabalho se finaliza com a fase 4, não obstante, a diferencia do que ocorre sobre o Tabúr, o criado trabalha não somente com a fase de Shóresh, 1, 2 e 3, sino também com a mesma 4. Assim, o trabalho sempre é na fase 4. No “Toch” do Partzuf, a fase 4 está incluída nas fases Shóresh, Álef, Bet e Guimel, nas fases da doação do Criador, restringindo-se a si mesma. Ela não trabalha com seu grande desejo, mas somente apoiando as fases que a precedem. O trabalho da fase 4 no “Toch” do Partzuf é chamado “Inclusão da fase 4 nas três fases precedentes”. Não obstante, no “Sóf” do Partzuf, a fase 4 trabalha também com as fases precedentes e também com sua mesma fase; por esta razão no Sóf do Partzuf ela não é capaz de receber. Em cada uma das partes do Partzuf (Rosh, Toch, Sóf) existem dez Sefirot, e o cálculo sempre se faz sobre o desejo, sobre a décima Sefirá; ou seja, sobre a última fase que sente o desejo como próprio. Ela sente que decide e que é independente. Entretanto, somente a última Sefirá sente a si mesma como criado. Diagrama No. 7 O “Partzuf” é aquela Malchut de Ein-Sóf com todos seus desejos. O cálculo é até quanto ela é capaz de trabalhar com os desejos que se encontram nela com a intenção de doar chamada “Rosh”. A medida em que ela é capaz de receber com a finalidade de doar em todos os desejos que se encontram nela, é chamada “Toch”; enquanto que os desejos restantes que não podem receber com o fim de doar e que se incorporam à ação de doação em forma passiva por meio do Tzimtzum, são chamados “Sóf”. É assim a estrutura, produto das trinta Sefirot compostas de RoshToch-Sóf, é denominada “Partzuf”. Não poderia ser de outra maneira, pois quando se aceite a decisão de receber com a finalidade de doar em 100% com toda a capacidade do Kli, se anulará o “Sóf” do Partzuf e toda a Luz será recebida no “Toch” (Ver Diagrama No 8). Este estado se denomina “Gmar Tikun” (Final da correção), onde Malchut de Ein Sóf será preenchida tal como aconteceu antes do Tzimtzum, somente sua recepção será com a finalidade de doar. No final da correção, Malchut de Ein Sóf será complementada por “Rosh”, a intenção com o propósito de doar, então ela receberá toda a Luz com este propósito dentro do Partzuf; ou seja, ela será toda como “Toch”. Diagrama No. 8 O Massach (Tela) Após do Tzimtzum Álef (primeira restrição), a fase 4 decidiu recusar a Luz, e depois da recusa da Luz, ela revisa até quanto pode receber com a finalidade de doar, recebendo na mesma medida. Após a recepção na fase 4 fica uma parte vazia, aquela que não está capacitada para receber com a finalidade de doar. É nesta parte, que ela recusa a Luz, através do “Massach”. O Guf do Partzuf em sua totalidade é, em realidade, “desejo”. O desejo se manifesta por meio da atração da Luz - prazer para si mesmo, pois o desejo é atraído em direção ao prazer, sendo este o lugar do Massach: o Massach se coloca entre o prazer e o desejo detendo o prazer. Este não permite que o prazer se estenda dentro do desejo de forma direta assim como era antes do Tzimtzum. Quando a Luz direta chega ao Partzuf, o Massach a recusa e analisa até quanto pode receber com a finalidade de doar, a capacidade do Partzuf para receber com a finalidade de doar se denomina “Or Chozêr” (Luz que retorna). O Partzuf veste a Luz direta com a Luz que retorna, e a Luz se estende em seu interior como Luz interna. Para dar um exemplo, suponhamos que o Partzuf tem a capacidade de receber o 20% da Luz que vem com a intenção de doar. Após a análise e a decisão, 20% da Luz direta, vestido na Luz que retorna dentro do Partzuf a nível da Luz interior, desde o Pê até o Tabúr, se expande. 80% de Luz direta que foi recusado permanece fora do Partzuf e se denomina “Or Makif” (Luz Circundante) (Ver Diagrama No 9). A Luz interior se estende gradualmente dentro das dez Sefirot que se encontram no “Toch” do Partzuf(como mencionado anteriormente, as dez Sefirot podem ser contadas como cinco, dependendo do assunto tratado). As Luzes que se estendem dentro do Partzuf são chamadas “Néfesh”, “Ruach”, “Neshamá”, “Chaiá”, “Yechidá”, (NaRaNChaY). O Partzuf se enche com as Luzes até certo limite chamado “Tabúr”. O Tabúr sabe que não tem a possibilidade de receber mais que isto. Após o Partzuf se preencher com as cinco Luzes de NaRaNChaY até o Tabúr, a Luz circundante fica fora do Partzuf pressionando o limite onde se encontra o Tabúr. A Luz pressiona sobre o Tabúr pois o Criador deseja que o criado receba o prazer Sem nenhuma restrição; já que o motivo do Plano da Criação é fazer o bem a Seusseres criados, preenchendo assim a fase 4 comprazeresde forma direta. Se o objetivo do Plano da Criação é preencher a fase 4 de prazer em forma direta, a resposta do criado com relação ao Plano da Criação é o resultado da doação indireta; ou seja, “por traz das telas”, o Criador permite ao criado sentir qual é o significado de ser quem doa, enquanto que o criado, como resposta, começa a desejar assemelhar- se a Ele. Com isto, devido a Luz que quer encher o Kli de formadireta, a Luz circundanteque foirecusadadoPartzuf pressiona sobre ele querendo ingressar em seu interior(Ver Diagrama No 9). O Partzuf não pode resistir à pressão da Luz Circundante. Ele é capaz de enfrentar a Luz direta que se encontra no Rosh do Partzuf decidindo receber certa porcentagem da Luz com a intenção de doar e a recebe como Luz interior. Também pode enfrentar a Luz interna do Partzuf. Mas não tem a capacidade de tolerar a pressão exercida sobre ele pela Luz direta. Para explicar asrazões disso voltemos à parábola do Dono da casa e do convidado. O convidado se senta em frente ao dono da casa e se recusa a comer, enquanto que o dono da casa o pressiona implorando que o honre, é assim que todo seu desconforto não foi a não ser para o anfitrião. Suponhamos que o Dono da casa confere ao anfitrião cinco porções; ou seja, em correspondência as cinco Luzes de NaRaNChaY que se vestem em cinco Kelim (vasos): Kéter, Chochmá, Biná, Zeir Anpin e Malchut. O convidado teria querido receber do Anfitrião todas as Luzes para preencher seu Kli, sendo isto uma ação esperada. Mas além das Luzes ele também sente a essência do Dono da casa, ou seja ao Doador, e sente vergonha. Ele se sente a si mesmo como quem recebe e ao Dono da casa como o que dá, sendo incapaz de resistir a diferença. Portanto restringe a si mesmo e coloca um Massach (tela) sobre seu Kli de recepção (Ver Diagrama No 10). O convidado decide não receber nada, Entretanto o Dono da casa insiste. Ele continua insistindo que o convidado receba, e como resultado disto se descobre uma carência no Dono de casa; ou seja que Ele Sófre porque o convidado não desfruta. A revelação da carência do Dono de casa provoca que o convidado se sinta maior, já que neste momento é ele, supostamente, quem domina ao Dono da casa determinando Seu estado. Assim que o convidado sente que o Dono da casa Sófre e Seu Sófrimento Lhe produz dor; o que é denominado como “O Sófrimento da Shechiná (Divindade)”; o convidado pode começar a receber. Este recebe o prazer somente com a finalidade de beneficiar o Dono de casa e agradá-lo. (Diagrama No 10) Entretanto o Kli calcula a medida em que que pode receber com a finalidade de doar. Ele recebe; por exemplo: um 20% da Luz e os 80% restantes são recusados, preenchendo-se parcialmente com o 20% de cada um dos desejos: Kéter, Chochmá, Biná, Zeir Anpin e Malchut, assemelhando-se ao Dono da Casa em 20%. A recepção do prazer debilita os desejos, já que agora cada um deles sabe qual é seu próprio prazer e o da doação do Anfitrião. Eles conhecem aqueles grandes prazeres que se revelam dentro do desejo de receber. Depois da recepção do prazer, os 80% da Luz circundante continuam pressionando sobre o “Tabúr” (Ver Diagrama No 9). Não obstante a Luz circundante somente constitui 80% da Luz direta que chega ao Partzuf, mas para o Kli é muito difícil de suportar. A Luz direta constata a falta de capacidade do Kli de executar o Plano da Criação e a dor do Anfitrião. Então desperta no criado para que sinta como é bom receber o prazer dentro do Kli impulsionando-o para que continue recebendo. Assim, depois da recepção de uma parte da Luz que vai até o Tabúr, o Kli se encontra em uma dúvida difícil, já que sobre ele recai a decisão de continuar recebendo ou não. O Kli sente que não tem a capacidade de continuar recebendo, já que se fosse receber mais, abaixo do Tabúr, seria uma recepção com a intenção de receber e assim ele não poderia estar de acordo, pois não é capaz de infringir a lei do Tzimtzum Álef (primeira restrição) de não receber prazer para si de nenhuma maneira. Sendo assim, tudo que se pode fazer é sair de seu estado atual, para expulsar dele todas as Luzes tal como o Tzimtzum Álef. Consequentemente o Kli separa todas as Luzes de NaRaNChaY, já que o preencheram desde o Pê até o Tabúr, permanecendo vazio. É assim ele volta a seu estado anterior, previamente a ação de recepção. Neste estado tem Rosh e todo o Guf do Partzuf está vazio. Ta’amim e Nekudot As Luzes ingressam dentro do Partzuf uma a uma, e da mesma maneira se vão. As Luzes que preenchem o interior do Partzuf, desde o Pê até o Tabúr, se chamam “Ta’amim” (sabores), enquanto que as Luzes que saem do Guf do Partzuf são chamadas “Nekudot” (pontos) (Ver Diagrama No 11). Estas Luzes são chamadas assim porque ao sair do Guf descobrem a escuridão, “o ponto negro”. Cada Luz que esteve no interior do Partzuf e não está mais, deixa atrás de si uma impressão. A impressão da Luz de Ta’amim é chamada “Taguín” (Coroas), e a impressão da Luz de Nekudot é chamada “Otiot” (Letras). Estas impressões são novas carências que são sentidas no Guf somadas à sua carência geral. No Guf existe um desejo geral que nunca desaparece e as impressões da Luz que se retiraram são percebidas nele como uma adição de carência que vem da sensação, pois antes teve prazer - teve a possibilidade de ser o doador - e agora não é capaz de ser. Assim, além da Luz direta, da Luz que retorna, da Luz interna e da Luz circundante, discernimos a existência da Luz de “Ta’amim” e a Luz de “Nekudot”. A Luz que se estende e que é recebida no interior do Guf se a chama “Ta’amim”; enquanto que a Luz que sai do Guf, dentro da restrição, se a chama “Nekudot”. Outro conceito que devemos conhecer neste contexto é “Zivug de Haka'á” (Acoplamento por Golpe), que é a ação que foi realizada no Pê de Rosh do Partzuf. O Massach que se localiza no Pê é onde se produz o “golpe” na Luz. O Massach não quer receber a Luz e a devolve para sua parte posterior, somente depois é que calcula em que medida pode receber a Luz; ou seja, o Massach golpeia na Luz e a recusa e apesar disto, leva a cabo entre eles um “Zivug” (acoplamento), tendo como resultado a seguinte relação: a Luz direta se veste dentro da Luz que retorna, e estas são recebidas no interior do Partzuf. O termo “Zivug de Haka'á” consequentemente indica a união e a relação que se produz por meio do golpe. Diagrama No 11 O Bitush (Impacto) e a Purificação do Massach O encontro da Luz circundante com o Tabúr do Partzuf se chama “Bitush Pnim uMakif” (impacto frontal e circundante). Estas dos Luzes, interna e circundante, pressionam sobre o Tabúr querendo continuar a se estender ao Sóf do Partzuf. Para esclarecer o assunto do “Bitush” ampliaremos um pouco o tema da recepção da Luz dentro do Partzuf. A Luz direta chega ao Partzuf (Ver Diagrama No 12, etapa 1) e é recusada pelo Massach (etapa 2). Após da expulsão da Luz, o Massach realiza um cálculo (etapa 3), e a Luz começa a expandir-se gradualmente dentro do Partzuf. De fato, o Partzuf tem dois tipos de Massachim (telas). Diagrama No 12 1.O Massach s no Pê que recusa a Luz Sem cessar (etapa 4). Este Massach cuida que o Tzimtzum Álef no receba com a intenção de receber. 2.O Massach que recebe a Luz com a finalidade de doar. Este Massach começa a descender gradualmente do Pê em direção para baixo. No princípio desce à fase de Shóresh ao interior do Partzuf, que é a Sefirá de Kéter. Daí desce até a fase 1; ou seja, a Sefirá de Chochmá; dali continua descendo até a fase 2; o seja, a Sefirá de Biná; e dali até a fase 3 que é a Sefirá de Zeir Anpin; e de ZA o Massach desce em direção à fase 4 do Toch do Partzuf, em direção a Malchut até o Tabúr, e ali se detém (etapa 5). Quando o Massach desce do Pê até o Tabúr todas as Sefirot do Toch do Partzuf se preenchem com as Luzes de NaRaNChaY. A soma de todas as Luzes que preenchem o Toch do Partzuf é praticamente Luz interior, os T’, a impressão da recepção. Após o Massach se deter no Tabúr, a Luz circundante chega para pressionar sobre ele no que chamamos “Bitush Panim u Makif”. Esse Bitush (impacto) faz que o Massach fique no Tabúr “para purificar-se”, e da mesma forma gradual em que recebeu as Luzes, assim começa a expulsá-las. Primeiro abandona a Luz da fase 4, depois a da fase 3, e assim sucessivamente, até a fase Shóresh (Ver Diagrama No 13). O Massach sobe novamente ao Pê e “expulsa” a toda a Luz do Partzuf. As Luzes que saem do Guf são chamadas “Nekudot” (pontos). Depois da purificação do Massach e sua ascensão de Tabúr a Pê, se unem os dois Massachim (telas), o que recusa e o que recebe, juntos no Pê de Rosh. O primeiroMassach é o que se encontra no Pê de Rosh e evita que o Gufreceba a Luz com a finalidade de receber. O segundo Massach é o que calcula e possibilita a recepção da Luz com a finalidade de doar. Antes da purificação do Massach o Kli estava no estado quatro de Hitlabshut (vestimenta) e quatro de Aviut (Espessura). A intenção do Massach era trabalhar com as quatro fases de Aviut do Kli com a finalidade de receber quanto mais possível com o propósito de doar. Agora, com seu regresso ao Pê de Rosh, o Massach já pensa diferente; sentindo que novamente é incapaz de trabalhar com a fase 4 decidindo trabalhar com uma fase diferente, menor que essa. No lugar do Reshimô quatro de Hitlabshut e quatro de Aviut, com que trabalhou antes, se descobriu o Reshimô quatro de Hitlabshut e três de Aviut (Ver Diagrama No 13). Diagrama No 13 Tal como se disse anteriormente, existem duas impressões no Kli: a impressão da Luz; e a impressão do Kli; ou seja, o “Reshimô de Hitlabshut” e o “Reshimô de Aviut” correspondentemente. Depois da purificação do Massach e sua ascensão ao Pê de Rosh, sobrou uma lembrança da Luz que esteve no Kli em estado prévio. Esta lembrança é o Reshimô da Luz, o qual permanece Sem mudança – quatro de Hitlabshut. Em contraste com isto, o Reshimô do Kli diminuiu. O Kli sente que não pode ficar em seu estado precedente porque o faz trabalhar em um nível menor, no grau três de Aviut. Se Malchut de Ein Sóf, situada abaixo da fase Shóresh, Álef, Bet e Guimel, no início quis trabalhar com toda sua Aviut para receber tudo o que chega a ela, agora teria que trabalhar em um nível de Aviut menor, no grau três de Aviut. A Aviut, o desejo de Malchut de Ein Sóf, é o resultado das fases anteriores a ela: Guimel, Bet, Álef, Shóresh. Portanto agora, após a purificação da fase 4, do uso da maior parte da Aviut que se encontra nela, Malchut de Ein Sóf decide trabalhar com a fase 3 o que significa, que a impressão da fase 4 das três fases precedentes a ela, da Luz, é agora como a fase 3 em contraste com a 4. Com isto, o primeiro Partzuf finalizou seu trabalho. Este recebeu com a finalidade de doar em tudo o que foi possível, se purificou e regressou a seu estado anterior com os Reshimô 4/3, antes de sua expansão. Cinco Partzufim no Mundo de Adam Kadmon Até agora temos aprendido sobre o primeiro Partzuf que saiu após o Olam HaTzimtzum (mundo da restrição). O total das ações no Partzuf com os Reshimô 4/4 - o ingresso das Luzes no Partzuf, a partida e a purificação do Partzuf nos Reshimô 4/3, se chamam Partzuf “Galgalta”. A palavra “Galgalta” se deriva da palavra Gulgolet (crâneo). Este nome faz alusão a que este é o Partzuf de Kéter, o Partzuf mais alto. Galgalta é a medida da primeira porção de Luz, a ação da primeira doação que Malchut de Ein Sóf fez após o Tzimtzum Álef a partir da decisão de assemelhar-se ao Criador Malchut de Ein Sóf pode trabalhar com cada uma de suas fases: Dálet, Guimel, Bet, Álef e Shóresh. Nela existem cinco Reshimô e, ao trabalhar com cada um deles, saem cinco Partzufim. No