segunda-feira, 27 de março de 2017

Ame seus inimigos ou mate-os?

Afinal de contas o que Jesus ensina sobre isso?


De acordo com o Evangelho de Mateus, Jesus ensina seus discípulos:

"Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem" (Mateus 5:43-44)

Mas onde na Torá está escrito que devemos odiar nossos inimigos? Não só essa passagem não existe como a Torá nos instrui o contrário:

"Se você encontrar perdido o boi ou o jumento que pertence ao seu inimigo, leve-o de volta a ele. Se você vir o jumento de alguém que o odeia caído sob o peso de sua carga, não o abandone, você deve ajudá-lo." (Êxodo 23:4-5)

Apesar de Jesus ensinar seus discípulos a amar seus inimigos no Evangelho de Mateus veja o que ele ensina no Evangelho de Lucas:

"E aos meus inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, tragam-nos aqui eMATEM-NOS na minha frente!" (Lucas 19:27)

Qual dos dois ensinamentos os cristãos decidiram seguir?? Basta olhar para o passado e ver o resultado: Inquisição, Cruzadas, Pogroms, Conversões a Força, etc.

Veja o que João Calvino, um dos principais líderes da Reforma Protestante disse a respeito dos Judeus:

"Os Judeus, com sua obstinação podre e inflexível merecem que sejam oprimidos infinitamente e sem limites, e que eles morram em sua miséria, sem a piedade de ninguém."
(João Calvino, Ad Questiones et Obiecta Iudaei cuisdam Responsio)

Um belo exemplo de amor!



Obsessão pelos Judeus e remanescentes


Existe uma crescente obsessão entre os evangélicos em converter Judeus para o cristianismo. Uma das fontes para isso foi a declaração de Paulo no Novo Testamento:

"Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: PRIMEIRO DO JUDEU, depois do grego." (Romanos 1:16)

Muitos cristãos também acreditam que seu falso messias só voltará quando os Judeus também acreditarem nele. Essa crença é baseada em uma passagem em Mateus quando Jesus se dirigindo aos Judeus disse:

"Pois eu lhes digo que vocês não me verão desde agora, até que digam (os Judeus): Bendito é o que vem em nome do Senhor’". (Mateus 23:39)

As igrejas evangélicas têm investido milhões de dólares anualmente em organizações com o único objetivo de converter Judeus. Eles colocam missionários nas universidades, escolas, parques infantis, 

Missionário em Parque Infantil no Brooklyn, NY.
bairros judaicos e inclusive enviam mochileiros para Índia e Nova Zelândia atrás de Israelenses viajando quando liberados do exército.

Para conseguir conquistar Judeus, organizações como Jews for Jesus usam missionários disfarçados de Judeus e substituem terminologias cristãs por Judaicas. Para justificar essa atitude eles se baseiam na passagem do Novo Testamento que é a maior declaração de hipocrisia já escrita na história. Veja o que Paulo disse:


"Tornei-me Judeu para os Judeus, a fim de ganhar os Judeus. Para os que estão debaixo da lei, tornei-me como se estivesse sujeito à lei, (embora eu mesmo não esteja debaixo da lei), a fim de ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, tornei-me como sem lei, a fim de ganhar os que não têm a lei. Para com os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos. Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns. Faço tudo isso por causa do evangelho, para ser coparticipante dele." (1 Coríntios 9:20-23)




    Milagres e o Messias!

    Milagres ou Profecia? Como provar o Messias?


    Em todo o Novo Testamento Jesus tentou provar que era o Messias de Israel através da realização de milagres.

    A Bíblia jamais ensina que seremos capazes de identificar o Messias pelos milagres que ele fará. A razão é que mesmo os falsos profetas podem ter a capacidade de realizar milagres (Deuteronômio 13:2-5). Mesmo as escrituras cristãs reconhecem que falsos Messias podem fazer milagres sobrenaturais:

    "Pois aparecerão falsos messias e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos." (Mateus 24:24)

    Milagres não provam que uma determinada religião é verdadeira, porque pessoas de todas as crenças religiosas experimentaram milagres. Isto também é verdade sobre sentimentos subjetivos como alegria e satisfação espiritual. Nenhuma religião tem o monopólio sobre eles.

    Além disso, os Judeus não aceitam todas as histórias nas escrituras cristãs como historicamente verdadeiras. Curiosamente, mesmo as publicações do Jews for Jesus ( Judeus por Jesus - Jews for Jesus Brazil ) afirmam que muitas reivindicações de milagres por cristãos contemporâneos são altamente questionáveis.


    Salmo 22 - Traspassaram minhas mãos?

    Meus inimigos me cercam como um Leão! 

    Saiba como os missionários alteraram o Salmo 22 e o usam para tentar converter os Judeus ao cristianismo.



    Missionários Messiânicos argumentam que o Salmo 22 é uma profecia clara sobre a crucificação de Jesus. Eles não entendem como os Judeus leêm esse Salmo e continuam a rejeitar os "fatos".

    A solução é simples, basta ler o verso no original e traduzi-lo corretamente.

    Vamos começar com a tradução do original em hebraico:


    :כִּי סְבָבוּנִי כְּלָבִים עֲדַת מְרֵעִים הִקִּיפוּנִי כָּאֲרִי יָדַי וְרַגְלָי
    "Como cães me cercam, um bando de malfeitores, me rodeiam como um leão (CaAri) em minhas mãos e meus pés." (Salmos 22:17 /16 na versão cristã)

    Nesse Salmo o Rei David relata sua constante batalha contra seus inimigos. O Rei David passou a maior parte da sua vida sendo perseguido por inimigos e lutando as guerras de Israel. Por isso, quando desejou construir o Templo em Jerusalém, D'us não deixou por ele ser um homem de guerra e com muito sangue em suas mãos. D'us então prometeu que seu filho o Rei Salomão teria um reinado de Paz e construiria o Templo em seu lugar.
    Nesse capítulo o Rei David descreve seus inimigos como animais ferozes sempre o cercando e tentando destruí-lo. Veja como outros versos no mesmo Salmo falam sobre isso.

    "Muitos touros me cercaram; fortes touros de Bashan me rodearam. Abriram contra mim suas bocas, como um leão que despedaça e que ruge." (Salmos 22:13-14 /12-13 vs. cristã)

    "Livra a minha alma da espada, e a minha predileta da força do cão. Salva-me da boca doleão; sim, ouviste-me, das pontas dos bois selvagens." (Salmos 22:21-22 / 20-21 vs cristã)

    Apesar dos tradutores cristãos concordarem com a tradução dos outros versos, veja o que fizeram com o verso 17 (16 vs cristã):

    "Pois me rodearam cães; o ajuntamento de malfeitores me cercou, traspassaram-me as mãos e os pés." (Salmos 22:16)

    Na versão cristã a palavra em hebraico כָּאֲרִי (CaAri), que significa "Como um Leão" eles alteram e colocam "Traspassaram". A idéia é mostrar como suas mãos e pés foram "traspassados" durante a crucificação. Obviamente a tradução está adulterada e a mesma versão cristã da Bíblia confirma isso. Basta ler Isaías 38:13 na versão cristã e ver como traduzem corretamente a palavra כָּאֲרִי (CaAri).

    "Esperei com paciência até à madrugada; como um leão (CaAri) quebrou todos os meus ossos; desde a manhã até à noite me acabarás." (Isaías 38:13)

    Enrolado com esse problema o missionário messiânico Moses Rosen em seu livro "Yeshua" (Jesus) (pg 45-46) dá a seguinte explicação:

    "Podemos provavelmente entender melhor o que aconteceu quando percebemos que, em hebraico, a frase "traspassaram" é Caaru (כארו) enquanto "como um leão" é Caari (כארי). As palavras são idênticas exceto que "traspassada" termina com a letra vav (ו) hebraico e "leão" com um yud (י) . Vav e yud são semelhantes na forma, e um escriba poderia facilmente ter mudado o texto inscrevendo um yud e errando em não anexar uma linha descendente vertical, de forma que ele se tornaria um vav."

    Ou seja, é mais fácil culpar o manuscrito original do que admitir que eles adulteraram a tradução. Outro ponto importante é que a palavra Caaru (כארו) não existe em hebraico bíblico. O que eles queriam encontrar era a palavra Caru (כרו), sem a letra Alef (א), que significa "cavar ou minar" e não "perfurar ou traspassar". Mas além do significado não ser igual eles teriam que alegar que não só o escriba errou colocando um Yud ao invés de um Vav, mas que ele também escreveu uma letra a mais, o Alef (א). Mas aí o erro já não fica tão inocente assim e acho que seus leitores não iam cair nessa.

    Preste atenção na verdadeira mensagem do Salmo 22. Apesar de nossos inimigos nos cercarem e nos perseguirem, mesmo que nossos sofrimentos nos façam pensar que D'us está longe de nós, saiba que Ele está perto e ouve nossa voz:

    "Pois não menosprezou nem repudiou o sofrimento do aflito; não escondeu dele Seu rosto, mas ouviu o seu grito de socorro." (Salmos 22:23)

    E todos os nossos problemas vão desaparecer e todo ódio contra nós será removido:

    "Os pobres comerão até ficarem satisfeitos; aqueles que buscam o Eterno o louvarão! Que vocês tenham vida longa! Todos os confins da terra se lembrarão e se voltarão para o Eterno, e todas as famílias das nações se prostrarão diante Dele, pois do Eterno é o reino e Ele governa as nações." (Salmos 22:25-27)




    Virgem! Como você sabe?


    Sinais são indícios ou provas, marcas de identificação, algo que possa ser apresentado para se compravar a posse ou origem de um objeto. 

    Será que D'us determinaria que um dos sinais para identificar o Messias seria um que ninguém conseguisse comprovar? Ou seja, um sinal que não é de fato um sinal?

    De acordo com o Novo Testamento ninguém sabia ou jamais mencionou em público o fato de Jesus ter nascido de uma virgem. Se fosse de fato um sinal que provaria a identidade do Messias, o nascimento virginal deveria ter sido relatado em todos os evangelhos e não somente em Mateus e Lucas. Além de não constar nos livros de Marcos e João, Paulo também não pareceu se importar muito com isso em suas cartas. Um ponto importante é lembrar também que Jesus jamais usou esse "sinal" para provar sua legitimidade, nem para seus discípulos que já acreditavam nele.

    Histórias como essas são muito comuns na mitologia greco-romana. Deuses do Olimpo descendo ao mundo e tendo relações com humanas e delas nascerem Semi-deuses, ou um homen-deus. Hércules é o exemplo mais famoso, filho de Zeus e da mortal Alcmena. E foi esse tipo de mito que os autores do Novo Testamento tentaram criar.

    De acordo com o Evangelho de Lucas, João Batista era parente próximo de Jesus (ver Lucas 1:36). Se o nascimento virginal fosse um sinal divino do Messias, era de se esperar que pelo menos os familiares fossem saber. Então porque João Batista precisou de comprovação da legitimidade de Jesus? (Mateus 11:2-3) Quantas pessoas nasceram de uma virgem além dele?!?! De acordo com a foto abaixo, nosso amigo Ciro vai testemunhar o próximo. Quem sabe ele também não se candidata a Messias?



    Refutando a Farsa do Nascimento de Jesus - Isaías 7

    Como a Igreja alterou o verso 14 de Isaías 7 e criou o mito sobre o nascimento do Messias.


    Como analisamos anteriormente, o nascimento virginal não pode ser considerado um sinal válido para identificar o Messias. Para validar essa história, os autores do Novo Testamento teriam que ligar com alguma profecia da Bíblia Hebraica (que eles chamam de Velho Testamento). Veja como eles fizeram isso no Evangelho de Mateus:

    "Foi assim o nascimento de Jesus: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Por ser José, seu marido, um homem justo, e não querendo expô-la à desonra pública, pretendia anular o casamento secretamente. Mas, depois de ter pensado nisso, apareceu-lhe um anjo do Senhor em sonho e disse: José, filho de Davi, não tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta:virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe chamarão Emanuel que significa Deus conosco."(Mateus 1:18-23) 


    O profecia mencionada acima se encontra no Livro de Isaías capítulo 7 verso 14. Vamos ler a versão orginal:


    :יד. לָכֵן יִתֵּן אֲדֹנָי הוּא לָכֶם אוֹת הִנֵּה הָעַלְמָה הָרָה וְיֹלֶדֶת בֵּן וְקָרָאת שְׁמוֹ עִמָּנוּ אֵל
    "Eis pois que o Eterno, Ele mesmo, vos dará um sinal: eis que a moça grávida, dará à luz um filho e ela o chamará Imanuel."

    O que o autor do livro de Mateus fez foi traduzir a palavra "Almah" (עַלְמָהque em hebraico significa, "moça" como "virgem". O problema é que "almah" não pode ser traduzido como "virgem" e em todos os outros casos onde a palavra "almah" aparece na Bíblia os cristãos traduzem como "jovem" ou "moça", nunca como "virgem".  Com exceção desse verso, é claro. 

    Uma das raras passagens em toda a Bíblia onde a palavra "Almah" é usada (somente 7 vezes), se refere à uma moça que de fato não era virgem. Vamos analisar usando a tradução cristã (NVI):

    "Há três coisas misteriosas demais para mim, quatro que não consigo entender:
    O caminho do abutre no céu, o caminho da serpente sobre a rocha, o caminho do navio em alto mar, e o caminho do homem com uma moça (almah).
    Este é o caminho da adúltera: Ela come e limpa a boca, e diz: ‘Não fiz nada de errado’." (Provérbios 30:18-20)


    Nessa passagem em Provérbios, os cristãos traduzem a palavra "almah" como "moça". Mas que tipo de "moça" é essa? 

    No verso o Rei Salomão expressa que existem quatro coisas que ele não consegue entender e no final as compara como o "caminho da adúltera". O que esses quatro caminhos têm em comum? A resposta é que eles não deixam nenhum rastro. Assim como não é possível identificar o rastro de um abutre que acabou de passar pelo céu, da mesma forma uma serpente sobre a rocha , um navio sobre o mar e também uma "almah" que teve relações com um homem. O Rei Salomão está dizendo que assim que um homem tem relações íntimas com uma "almah", nenhum rastro fica visível. Se "almah" significasse "virgem" o verso não se aplicaria, pois uma virgem que teve relações íntimas tem seu hímen rompido. 

    Por essa razão o verso seguinte vem e declara: "Este é o caminho da adúltera: Ela come e limpa a boca, e diz: ‘Não fiz nada de errado'." Uma vez que a adúltera come (tem relações íntimas com outro) ela remove qualquer ratro ou vestígio (limpa a boca) e diz ‘Não fiz nada de errado'. Vemos daqui que mesmo cristãos concordam que a palavra "almah" não pode ser interpretada como "virgem".

    A palavra em hebraico para "virgem" é "betulah" (בְּתוּלָה). 
    Ao contrário de "almah" que só é trazida uma vez pelo profeta Isaías, a palavra "betulah" é trazida cinco vezes 
    em suas profecias e interpretadas por Judeus e Cristãos como "virgem". (ver Isaías 23:4; 23:12; 37:22; 47:1; 62:5)

    E como os missionários do Jews for Jesus explicam esse problema? Eles alegam que quando os Rabinos traduziram 
    a Bíblia para o Grego e criaram a versão conhecida como Septuaginta, a palavra em grego "parthenos" usada para traduzir 
    "almah" pode ser interpretada como "virgem". Aparentemente foi essa versão que o autor do livro de Mateus usou. 
    Os missionários alegam também que como a Septuaginta é uma versão aceita pelos Rabinos, então a interpretação tem que
    ser aceita como válida pelos Judeus.

    Qual o problema com essa resposta? Muitos. O primeiro deles é que a Septuaginta criada pelos rabinos a mais de 22
    séculos atrás, era composta somente dos Cinco Livros de Moisés (Chumash ou Pentateuco). Ou seja, o livro de Isaías 
    não fazia parte. A Septuaginta tem esse nome porque foi uma tradução feita por 72 rabinos a mando do 
    rei Ptolomeu do Egito. O primeiro relato da existência dessa tradução se encontra na famosa "Carta de Aristeas",
    um documento grego confirmando que a Septuaginta era composta somente dos cinco livros de Moisés. Sua história
    também está registrada no Tratado Megilah do Talmud Bavli, página 9a e relatada pelo historiador Flávio Josephus no 
    livro Antiguidade dos Judeus (XII, ii, 1-4). 

    É interessante observar que um dos principais personagens da história da Igreja Católica, S.Jerônimo, o tradutor da
    Bíblia para o Latim (Vulgata), concorda com isso. 

    "Josephus, que conta a história dos Setenta Tradutores, relata que eles traduziram somente os cinco livros de Moisés;
    e nós também reconhecemos que está mais em harmonia com o Hebraico que o restante."
    (S.Jerônimo, Preface to the Book of Hebrew Questions, Nicene and Post-Nicene Fathers, Volume 6. Pg. 487)

    De acordo com S.Jerônimo, os outros livros da Bíblia foram adicionados mais tarde pelos cristãos à Septuaginta e não
    estão em tão harmonia com o original hebraico quanto os cinco primeiros livros. Essa resposta pode ser encontrada também
    no dicionário cristão conhecido como "The Anchor Bible Dictionary", Volume 5 pg. 1093. Essa versão posterior criada pelos cristãos
    foi rejeitada pelos Judeus conforme explica o Teólogo Cristão, Professor Dr. F.F.Bruce;

    "Os Judeus podem ter, em algum momento posterior autorizado um texto padrão para o resto da Septuaginta, mas perderam 
    o interesse na Septuaginta por completo. Com pouquíssimas exceções, todos os manuscritos da Septuaginta que chegaram até 
    os nossos dias foi copiado e preservado no meio Cristão, não Judaico."
    (F.F. Bruce, The Books and the Parchments, p.150.)

    Isso refuta o argumento missionário que alega a legitimidade judaica da Septuaginta, já que a mesma é uma versão Cristã.

    O segundo problema é que mesmo na Septuaginta, a palavra "Parthenos" usada em Isaías nem sempre é traduzida como "virgem".
    Um dos casos mais conhecidos é a história de Diná, a filha de Jacó. Após ser violentada por Shechem a Bíblia em Grego continua 
    se referindo a ela como "Parthenos" e tanto Cristãos como Judeus traduzem como "Moça". Veja o relato da tradução em português
    da Septuaginta:

    "E Siquém, filho de Hamor, heveu, príncipe daquela terra, viu-a, e tomou-a, e deitou-se com ela, e humilhou-a. E apegou-se a sua alma com Diná, filha de Jacó, e amou a moça (Parthenos) e falou afetuosamente à moça (Parthenos)Falou também Siquém a Hamor, seu pai, dizendo: Toma-me esta moça (Parthenos) por mulher." (Gênesis 34:2-4)

    Está evidente nesse caso que a palavra Parthenos nem sempre pode ser traduzida como Virgem. Com isso fica claro que a palavra virgem foi propositadamente colocada na profecia de Isaías. 

    Um último ponto importante é lembrar que, para a resposta missionária funcionar, você teria que traduzir o texto orginal hebraico para o grego e depois para uma terceira língua. Somente assim o autor conseguiria fincar a palavra "virgem" no contexto. Só que o texto foi escrito em Hebraico e não Grego e em hebraico a palavra usada por Isaías, "almah", não significa "virgem" em nenhum contexto.

    Mas os missionários não desistiram e tentaram falsificar um comentário de Rashi (Rabbi Shlomo Yitzchaki) para validar sua interepretação. Esse texto foi escrito pelo missionário messiânico David Stern em seu livro "Jewish New Testament Comentary":


    "O mais famoso comentarista medieval da Bíblia Judaica, o Rabino Shlomo Yitzchaki ("Rashi", 1040-1105), que se opos decididamente contra a interpretação cristológica do Tanakh, no entanto, escreveu em Isaías 7:14: "Eis que a almah conceberá e dará à luz um filho e porás o nome de Immanu'el '. Isto significa que o nosso Criador estará conosco. Este é o sinal: Aquela que irá conceber é uma menina (na'arah) que nunca em sua vida teve relações sexuais com qualquer homem. Sobre esta o Espírito Santo terá poder. "

    Mas Rashi disse mesmo isso? Não. Esse texto de Rashi não existe em lugar algum. Isso que Rashi disse:

    "Immanuel: (D'us é conosco) Isto significa, que nossa Rocha estará conosco, e esse é o sinal: Ela é uma jovem que nunca profetizou (nitnevietנתנבאית) e ainda assim inspiração Divina vai repousar sobre ela. "


    No próximo artigo vamos discutir o verdadeiro significado da profecia de Isaías capítulo 7 e comprovar porque é impossível que seja sobre Jesus.

    Não se preocupe Jerusalém. D-us está Conosco!

    O significado real da profecia de Isaías 7

    Capital Eterna do Povo Judeu
    Jerusalém, D'us está conosco.

    Explicamos no artigo anterior como os Cristãos mudaram a tradução de Isaías 7:14 e inventaram o mito sobre o nascimento de Jesus. Hoje vamos entender o próposito dessa profecia de Isaías e porque é impossível que esteja falando de Jesus.

    Vamos começar com o contexto histórico. Conforme aprendemos na Bíblia, após a morte do Rei Salomão o reino de Israel se dividiu em dois, reino de Israel no norte com a capital em Shomrom (Samaria) e o reino de Judá, no sul, com Jerusalém como capital. Desde o começo de sua história, o reino de Israel se desviou e fez o que era errado aos olhos de D'us. Já o reino de Judá, liderado pelos herdeiros da Casa de David, se mantiveram fieis durante muitos anos. Em alguns momentos da nossa história os dois reinos travaram guerras entre eles. Essa profecia de Isaías é sobre um desses confrontos.

    "Quando Achaz, filho de Iotan, e neto de Uziahu, era rei de Judá, o rei Retzim, de Aram (Síria), e Pecah, filho de Remaliahu, rei de Israel, atacaram Jerusalém, mas não puderam vencê-la.E foi dito à Casa de David: Aram se aliou com Efraim (Israel). Com isso o coração de Achaz e o coração do seu povo agitou-se, como as árvores da floresta agitam-se com o vento." (Isaías 7:1-2)

    O rei Achaz e o povo de Jerusalém temeram muito, pois pecaram contra D-us que os castigou, permitindo que os dois reis aliados destruíssem outras cidades de Judá .

    "Num único dia, Pecah, filho de Remaliahu, matou cento e vinte mil soldados corajosos de Judá; pois Judá havia abandonado o Eterno, D-us dos seus antepassados." (2 Crônicas 28:6)
    "Os israelitas levaram para Samaria duzentos mil prisioneiros dentre os seus parentes, incluindo mulheres, meninos e meninas. Também levaram muitos despojos." (2 Crônicas 28:8)

    Quando os dois reis chegam a Jerusalém o rei e o povo ficam apavorados mas D'us envia o profeta Isaías para confortá-los.

    "Então o Eterno disse a Isaías: "Saiam, você e seu filho Shear-Iashuv, e vão encontrar-se com Achaz no final do aqueduto do açude Superior, na estrada que vai para o campo do Lavandeiro. Diga a ele: ‘Fica tranquilo, acalme-se e não tenha medo. Que o seu coração não se desanime antes as fagulhas destas duas brasas fumegantes, da ira exaltada de Retzim e Aram e do filho de Remaliahu." (Isaías 7:3-4)

    O profeta Isaías conforta o rei de Judá, dizendo que D'us estará com ele e não deixará que os inimigos prevalecam. Mas Isaías não para por ai, além de dar o recado ele desafia o rei a pedir a D'us um sinal como prova de que a profecia se cumprirá.

    "Peça para ti um sinal ao Eterno, teu D'us, um sinal miraculoso, seja das maiores profundezas, seja das alturas mais elevadas. Mas Achaz disse: "Não pedirei; não porei o Eterno à prova". Disse então Isaías: Ouça agora, Casa de Davi! Não te basta desdenhar dos homens, também vai desdenhar do meu D'us? Por isso o Eterno mesmo vos dará um sinal: a moça está grávida e dará à luz um filho, e ela o chamará Imanuel (D'us está conosco). Ele comerá nata e mel até a idade em que saiba rejeitar o mal e escolher o que é bem. Mas antes que o menino saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra dos dois reis que você teme ficará desertaO Eterno trará o rei da Assíria sobre você e sobre o seu povo e sobre a descendência de seu pai. Serão dias como nunca houve, desde que Efraim se separou de Judá." (Isaías 7:11-17)

    Qual o sinal que D'us "deu" para o rei Achaz? Uma moça (obviamente conhecida dele) que "já estava grávida" daria a luz, em breve, a uma criança, e antes que essa criança crescesse o suficiente para distinguir o certo do errado seus dois inimigos não mais existiriam. Obviamente que esse sinal teria que ser algo que o rei pudesse verificar e com isso garantir que a profecia seria cumprida. Se a profecia fosse sobre uma 'virgem' desconhecida dando a luz quase mil anos depois, como isso serviria de sinal para o rei Achaz? Como uma profecia sobre a vinda do Messias séculos depois comfortaria o coração do povo nesse momento?

    A profecia foi cumprida naqueles dias como a Bíblia nos relata.
    Sobre a destruição de Aram e Israel pela Assíria:

    "Então o rei da Assíria atendeu ao pedido de Achaz, atacou Damasco (capital de Aram) e a conquistou. Deportou seus habitantes para Kir e matou a Retzim." (2 Reis 16:9)

    "Durante seu reinado, Tiglate-Pileser, rei da Assíria, invadiu e conquistou Iom, Abel-Bete-Maaca, Ianoa, Kedes e Hazor. Tomou Gileade e a Galiléia, inclusive toda a terra de Naftali, e deportou o povo para a Assíria. Então Hoshea ben Elah, conspirou contra Pecah, filho de Remaliahu. Ele o atacou e o assassinou, tornando-se seu sucessor no vigésimo ano do reinado de Iotan ben Uziahu." (2 Reis 15:29-30)

    Basta ler o capítulo 07 de Isaías do começo, e não somente um verso isolado, para entender claramente que a profecia não se trata de Jesus, muito menos de uma virgem dando a luz mil anos depois. Mas os cristão sabem bem disse, afinal conseguem ler. Então como eles respondem? Eles alegam que essa é uma dupla profecia, que certamente foi cumprida naqueles dias mas que também foi cumprida por Jesus.

    Essa resposta, além de não fazer o menor sentido, também não tem nenhum embasamento bíblico. Esse seria o único sinal dado por um profeta desse tipo. Não só isso, de acordo com os cristãos então eles têm que admitir que naqueles dias então outra virgem também deu a luz. Outra pergunta, que outros dois reis foram então destruidos quando Jesus ainda era pequeno e não sabia distinguir o mal do bem???

    Nesse capítulo encontramos duas pessoas com nomes especiais e que também são sinais para o povo Judeu. De acordo com nossos sábios esse nomes carregaram mensagens importantes ao rei de Judá. Quando D'us envia o profeta Isaías, Ele manda levar seu filho "Shear Iashuv". Mas porque? Que papel Shear Iashuv, nunca mencionado antes ou depois em toda a Bíblia, teve nessa história?

    A resposta é que ele mesmo e seu nome já eram um sinal para o rei de Judá. Shear Iashuv significa "Os remanescentes retornarão para mim" (ver Rashi). Ou seja, como vimos anteriormente, centenas de milhares de judeus foram mortos e capturados durante a guerra, mas quando o inimigo chegou a Jerusalém, D'us mandou uma mensagem ao rei, "o resto do povo" vai permanecer aqui. E qual o sinal de que isso iria acontecer? Porque ImanuEl, D'us está conosco.

    Assim como D'us esteve conosco naqueles dias, ele permanecerá conosco para sempre. Como dizemos todos os dias no final de todas as nossas orações:


    :אַל תִּירָא מִפַּחַד פִּתְאם וּמִשּׁאַת רְשָׁעִים כִּי תָבא

    :עֻצוּ עֵצָה וְתֻפָר. דַּבְּרוּ דָבָר וְלא יָקוּם. כִּי עִמָּנוּ אֵל

    "Não tenha medo do terror repentino, nem da tempestade que atinge os ímpios. Se eles formam uma trama repente, ele irá falhar. Se colocarem um plano, não vai prevalecer, porque Deus está conosco!"